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6ª edição do Estudo da Proprime – Mercado Imobiliário em Angola regista novo período de expansão

O mercado imobiliário angolano regista um novo período de expansão, sendo os segmentos de habitação e escritórios os mais activos. Existem, no entanto, oportunidades de investimento que são transversais a todos os segmentos, em especial destaque para o retalho e o imobiliário industrial – estas são as principais conclusões do Estudo de Mercado Imobiliário em Angola.

A Proprime, empresa de consultadoria e avaliação imobiliária que já há seis anos consecutivos desenvolve este estudo, apresentou-o quinta-feira, 19 de Junho, na Baía de Luanda, numa conferência sobre “Novos Veículos de Investimento no Sector Imobiliário em Angola”.

Participaram na conferência Branca Espírito Santo, da APIMA, que falou sobre “O enquadramento do sector e novos desafios”, Claudino Buta e Francisco Brito, por parte da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), abordaram “Os fundos de investimento imobiliário em Angola”, António Raposo Subtil, da RSA LP, fez um balanço dos “Veículos de investimento imobiliário (direito comparado)”, Vera Massango, em representação da administração da Baía de Luanda, apresentou “O estado de desenvolvimento e os factores diferenciadores do projecto Baía de Luanda” e Nelson Rêgo, director da Proprime, abordou “As tendências no domínio dos valores do imobiliário em Luanda”.

O estudo, que incide sobre as obras novas, em especial condomínios e edifícios de primeira linha, conclui que o mercado imobiliário angolano regista um novo período de expansão, sendo os segmentos de habitação e escritórios os mais activos. Existem, no entanto, oportunidades de investimento que são transversais a todos os segmentos, com especial destaque para o retalho e o imobiliário industrial.

“Depois de sofrer o impacto da crise financeira internacional, a qual acabou por reflectir-se no abrandamento do ritmo de desenvolvimento, o mercado imobiliário Angolano assiste agora a um novo período de expansão, embora numa conjuntura diferente e com características longe do início da década passada, em que se verificou um boom nas vendas a qualquer valor e uma absorção de produtos ainda em planta”, salienta o director da Proprime, Francisco Barros Virgolino.

Segundo o responsável da Proprime, “no mercado habitacional de Luanda assiste-se a um novo dinamismo, fruto do projecto âncora de requalificação da Baía de Luanda e do potencial de oportunidades face à emergência da classe média”.

Francisco Barros Virgolino sustentou ainda que se “assiste neste momento em Angola a uma procura mais alargada, consequência do aumento do poder de compra e da crescente profissionalização da indústria imobiliária. Não é alheio a este facto a maior abertura, por parte do Governo, na criação de mecanismos e programas que impulsionam o desenvolvimento económico e social e que permitem satisfazer as necessidades da população no que diz respeito ao acesso à habitação”.

De acordo com o estudo da Proprime, o mercado de escritórios de Luanda tem registado bons níveis de procura, em especial por parte de empresas das áreas financeira e petrolífera.

No turismo, a evolução da actividade em 2013 foi positiva, sendo este segmento considerado estratégico para a economia nacional. Essencialmente ancorada em hotéis, a oferta imobiliária nesta área começa a ser marcada pelo surgimento dos primeiros resorts, os quais conjugam valências hoteleiras e imobiliárias, sendo o golfe o principal produto turístico.

No retalho, são muitas as oportunidades para a diversificação e expansão da oferta, dado o ritmo de crescimento demográfico e as características populacionais – elevado número de populações urbanas, classe média jovem a emergir – e os novos hábitos e necessidades de consumo que daí resultam.

O estudo conclui ainda que uma das áreas imobiliárias com maior potencial de crescimento em Angola é o sector industrial e logístico. Para tal concorrem factores como a escassa oferta nesta área e o crescimento do tecido industrial de Angola, isto no quadro da aposta na diversificação da economia, industrialização do país e necessidades de espaços de armazenamento face à importação de produtos.

Luanda, 19 de Junho de 2014

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